Pandora mantém estratégia de diversificação de materiais com foco em platina
Mesmo com a queda no preço da prata, a joalheria dinamarquesa reafirma planos para aumentar a flexibilidade de seu portfólio e proteger margens operacionais.

A Pandora, gigante global do setor de joalheria, confirmou que manterá a estratégia de substituir parte de sua linha de joias em prata esterlina por peças banhadas a platina. A decisão foi reiterada pela CEO da companhia, Berta de Pablos-Barbier, logo após a divulgação de resultados financeiros que superaram as expectativas do mercado para o segundo trimestre de 2026.
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O movimento de migração de materiais foi anunciado originalmente em fevereiro, quando os contratos futuros da prata ultrapassaram a marca de US$ 120 por onça. Embora o metal tenha sofrido uma desvalorização recente, sendo negociado abaixo de US$ 65 por onça, a empresa sustenta que a medida é essencial para a diversificação do portfólio e para a flexibilidade operacional diante da volatilidade dos preços das commodities.
Para mitigar riscos futuros, a joalheria informou que já realizou o travamento de preços para 90% a 100% de sua necessidade de prata prevista para 2027, garantindo custos próximos a US$ 65 por onça. A estratégia visa blindar as margens da companhia, que apresentou um lucro operacional de 1,46 bilhão de coroas dinamarquesas no último trimestre, equivalente a US$ 226 milhões.
O desempenho financeiro recente impulsionou o otimismo dos investidores, refletindo em uma valorização de 55% nas ações da Pandora nos últimos três meses. Com o resultado positivo, a empresa revisou para cima sua projeção de crescimento orgânico para 2026, que agora deve variar entre 0% e 3%, além de elevar a expectativa para a margem de lucro anual, estimada entre 22% e 23%.
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